Avanços no tratamento do HIV


Falar sobre este mal é necessário

Recentemente o ator Charlie Sheen declarou em entrevista ser soropositivo. E verdade é que hoje mesmo que se fale sobre a doença não é algo que soa tão “aterrorizador” quanto era há décadas atrás. Com o desenvolvimento de remédios modernos para tratar o problema, um diagnóstico de soropositivo já não representa sentença de morte como era no passado.

Só nos Estados Unidos, estima-se de 1,2 milhões de pessoas tenham a doença. Já aqui no Brasil, segundo dados do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, há aproximadamente 734 mil pessoas com o vírus e deste número 404 mil já realizam tratamento.

O vírus HIV ataca o sistema imunológico, enfraquecendo-o e abrindo portas para o surgimento de doenças como a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). 

Quanto antes a pessoa receber o diagnóstico da doença, maiores as chances de uma vida com qualidade.

Acredita-se que hoje uma pessoa jovem de 20 anos diagnosticada com HIV se tratada com disciplina pode viver por mais de 50 anos. Isso há décadas atrás era impensável.

Graças à descoberta da terapia antirretroviral (TAR) o vírus no corpo de um soropositivo é impedido de proliferar e a quantidade de vírus é reduzida no corpo.

Acredita-se que pessoas que realizam o tratamento com disciplina estão menos suscetíveis à transmissão do vírus a ponto de mesmo após prática sexual sem preservativo não repassarem a doença, o que obviamente não quer dizer que os cuidados em relação à prevenção por meio da camisinha não seja necessário.

Hoje uma prática tem sido denunciada no Brasil como “carimbo” em que pessoas soropositivas passam o vírus propositalmente a outras pessoas.

Mas pessoas que tenham o HIV podem ser processadas em casos de transmissão proposital do vírus. Essa atitude é caracterizada como crime que se enquadra em lesão corporal grave.

É importante que cada vez mais campanhas sejam realizadas para o esclarecimento da população e que principalmente o preconceito seja vencido. O HIV muitas vezes é associado à promiscuidade, o que deve ser desconstruído. O vírus pode e é transmitido também em casos de relações estáveis em que as pessoas sequer sabem que têm a doença. 

Falar sobre este mal é necessário. Avanços têm sido conquistados e é importante que as pessoas saibam cada vez mais sobre o assunto.

Daiana Barasa