As Divergências sobre o Autismo


O autismo pode sempre ser precisamente definido ou diagnosticado?

As Divergências sobre o Autismo
 
 
Os pesquisadores dizem que há uma série de possíveis explicações para os resultados da pesquisa que mostrou que as crianças autistas perdem seus sintomas e seu diagnóstico quando envelhecem. Pode ser que algumas crianças realmente superam sua condição. Ou talvez algumas possam compensar as dificuldades relacionadas com o autismo.
 
 
Os pesquisadores voltaram e verificaram a precisão do diagnóstico original do autismo infantil, mas não encontraram nenhuma razão para suspeitar que os resdultados tivessem sido imprecisos. Os sintomas podem ser mascarados conforme eles aprendem a adaptar-se à sua condição. O Dr. Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental, disse: "Embora o diagnóstico de autismo não seja geralmente perdido ao longo do tempo, os resultados sugerem que há uma vasta gama de resultados possíveis”.
 
 
Pessoas com autismo têm, geralmente, dificuldades com a comunicação social, interação social e imaginação social. É uma condição de espectro que significa que enquanto todas as pessoas com autismo partilham algumas dificuldades, a condição os afeta diferentemente. Há mais de 500.000 pessoas com autismo no Reino Unido - que é um em cada 100 pessoas. Não existe cura para o autismo, mas há uma gama de intervenções disponíveis. Para o tratamento somente o medicamento risperidona foi aprovado para tratar a irritabilidade e a agressividade do autismo.
 
 
"Os relatórios subsequentes deste estudo devem mostrar mais sobre a natureza do autismo e o papel da terapia e outros fatores do resultado em longo prazo para essas crianças." Poderia ser que o autismo não possa sempre ser precisamente definido ou diagnosticado, especialmente desde que a condição afeta as pessoas de maneiras diferentes. Na verdade, os especialistas têm discordado sobre o que o autismo é. "Esta pesquisa reconhece que um diagnóstico de autismo não é geralmente perdido ao longo do tempo, e é importante reconhecer o apoio que as pessoas com autismo precisam para viver a vida de sua escolha".
 
Henrique Torres