Artrite reumatoide também atinge crianças e adolescentes


Saiba mais sobre o problema.

Considerada como uma resposta anormal do corpo contra si mesmo (doença autoimune), a artrite reumatoide acomete cerca de 1% da população mundial, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Qualquer indivíduo pode desenvolver a doença, sobretudo mulheres a partir dos 50 anos e pessoas que apresentam histórico familiar do problema. Há casos, considerados raros, de crianças e adolescentes até 16 anos de idade que apresentam sintomas de artrite. Tais casos são chamados de artrite idiopática juvenil (AIJ) ou simplesmente artrite reumatoide juvenil (ARJ).
 
As manifestações clínicas são observadas de acordo com as dores ou limitações nos movimentos, e sua cronicidade. Inflamação nas articulações (juntas) e rigidez, principalmente no período matinal, são sintomas característicos da artrite crônica. A criança com AIJ também pode apresentar manifestações variáveis, que dependem do quadro inicial da doença. Na maioria dos casos, os joelhos são as articulações mais afetadas pelas dores, porém há situações em que a dor é pouco intensa, dificultando o reconhecimento do problema articular. A presença de inchaço nas articulações facilita o reconhecimento da doença e a procura por especialistas.
 
De acordo com a Liga Internacional de Associações para o Reumatismo (ILAR – da sigla em inglês), existem sete tipos diferentes de classificação da artrite idiopática juvenil, porém apenas três são consideradas mais comuns: a oligoarticular – onde são acometidas até quatro articulações, onde os joelhos e os tornozelos são as mais frequentes; a poliarticular – com cinco ou mais articulações envolvidas além dos joelhos e tornozelos, podendo atingir quadris, punhos, cotovelos e causar febre intermitente;  e a sistêmica, caracterizada pela artrite associada à febre alta (acima de 39°C), manchas vermelhas ou rosáceas na pele, dor no peito e dificuldade para respirar.
 
Partindo da avaliação clínica, inicia-se o tratamento que tem como objetivo reduzir os sintomas causados, além de prevenir lesões. Cada tipo de AIJ tem um tratamento específico e os medicamentos variam de acordo com as manifestações clínicas do paciente.
 
É válido ressaltar que a artrite idiopática juvenil não é uma doença infectocontagiosa. A criança pode frequentar normalmente creches, escolas ou clubes e levar uma vida social normal, contando sempre com o apoio médico e familiar.
 
Por: AgComunicado