Amiloidose ainda é desconhecida no Brasil


A doença se caracteriza pelo acúmulo da proteína amiloide em órgãos como fígado, rins e baço e os sintomas variam segundo o órgão afetado


A amiloide, proteína produzida em pequena quantidade pelo nosso organismo, pode se depositar de forma anormal em determinados órgãos, comprometendo o seu funcionamento e causando uma rara doença chamada amiloidose. Em geral, manifesta-se em homens e mulheres a partir dos 50 anos: são oito casos em cada 1 milhão de pessoas.
Os sintomas vão depender do local onde a proteína se acumula: enquanto algumas pessoas apresentam poucos sintomas, outros apresentam uma doença grave e, muitas vezes, letal.

A amiloidose é classificada em primária, secundária e hereditária. A primeira é a mais comum e costuma ocorrer em pessoas com mieloma múltiplo, ou câncer da medula óssea. Apenas este tipo de tem tratamento, com alotransplante de medula óssea: a medula do paciente é coletada, submetida à quimioterapia e, então, implantada novamente no paciente. Os principais órgãos afetados por este tipo de amiloidose são: coração, pele, tireoide, língua, intestino, fígado e rins. Como sintomas, podem ocorrer insuficiência cardíaca, arritmias, dificuldade para respirar, espessamento da língua, hipotireoidismo, má absorção dos alimentos, insuficiência hepática, insuficiência renal e sangramentos anormais.

Na amiloidose secundária, como o nome diz, é secundária a outras doenças, como a tuberculose, inflamação nos intestinos e nos ossos, artrite reumatoide, hanseníase, entre outras. A proteína amiloide tende a acumular-se no baço, no fígado, nos rins, nas glândulas adrenais e nos linfonodos.

Já a amiloidose genética é causada pela mutação genética, e afeta principalmente os nervos.

Entre os principais sintomas estão: inchaço nas pernas, presença de espuma na urina, aumento do volume do fígado, insuficiência cardíaca, sangramentos, fadiga e perda de peso,  diminuição da sensibilidade nos dedos, diarreia e tonturas.

A amiloidose é ainda pouco conhecida no País e pode levar a óbito em um a dois anos. Pode ocorrer morte súbita causada por arritmias graves e/ou insuficiência cardíaca. O medico hematologista é o profissional capacitado para diagnosticar a doença.  

Por: AgComunicado