Alopecia Areata: adesão ao tratamento eleva a autoestima


Resultados demoram um pouco para aparecer

Distúrbio benigno, porém desagradável pois afeta a aparência, a alopecia areata compromete os folículos pilosos e se caracteriza pela perda de cabelo em regiões bem delimitadas e esparsas do couro cabeludo, ou de pelos nas demais partes do corpo, incluindo-se cílios e sobrancelhas. É classificada como uma doença autoimune, ou seja, quando o próprio sistema imunológico ataca a si mesmo, comprometendo o funcionamento dos órgãos.

Na maioria dos casos, perdem-se tufos de cabelo. Qualquer pessoa, de qualquer etnia ou sexo, pode desenvolver a alopecia areata, mas é comum que comece na infância. Entre as causas, estão a herança genética, aliada ao estresse e à presença de microorganismos. Especialistas associam de 20% a 30% dos casos de alopecia a outras doenças de natureza imunológica, como diabetes, lúpus, vitiligo e problemas na tireoide.  

A perda de cabelo ou pelos não costuma ter outros sintomas associados, mas algumas pessoas se queixam de prurido (coceira) ou queimação antes da doença se manifestar. Alterações nas superfícies das unhas também têm sido constatadas em 10% a 50% dos casos.

Ao longo da vida, podem ocorrer diversos episódios de queda de cabelo, e a recuperação do que foi perdido se dá de forma parcial ou total. Mas tal perda pode também ser irreversível. O novo cabelo demora para crescer (cerda de um ano), é fino e branco, mas depois adquire cor e consistência normais.

Não existe cura para este distúrbio, e o tratamento não é obrigatório, já que não previne novas recidivas. A doença varia muito de pessoa para pessoa. Tende a regredir espontaneamente, mas o tratamento é longo e exige paciência e o uso de medicamentos específicos,  como injeções locais e cremes tópicos.

Ir ao psicólogo ou terapeuta pode ser importante caso o problema traga desconforto psicológico.

Por: AgComunicado