Estudo revela que a alimentação pode alterar o DNA do bebê


Consumir em excesso alimentos considerados inflamatórios dificulta a formação dos genes que reparam e realizam as mutações

Boa alimentação na gravidez é de extrema importância para formação do DNA do feto, como indica o estudo publicado na revista científica Genome Biology. Para garantir a saúde do bebê é essencial consumir os nutrientes corretos durante a gestação. O que deve ser levado em conta é qualidade nutricional dos alimentos consumidos e não a quantidade. Comer por dois, como muitos dizem, não é o mais indicado.  

Pesquisadores chegaram a conclusão de que a alimentação da mãe pode alterar de forma permanente a função genética responsável pelo mecanismo de proteção imunológica. Tudo isso ocorre porque o sistema imunológico está relacionado com os genes formados pelo DNA. Esses genes funcionam de forma saudável quando há o consumo ideal de fontes de energia, minerais, antioxidantes e vitaminas para preservar e manter saudável o material genético.

Como a dieta pode interferir na formação da criança

Uma alimentação pobre em nutrientes e rica em alimentos inflamatórios, como a farinha branca, açúcar refinado e outros, pode dificultar a produção dos genes protetores e interferir na formação dos genes responsáveis pelos reparos e mutações. Ao dificultar a formação de genes saudáveis são fabricadas proteínas defeituosas que podem acarretar em implicações na saúde futura do bebê.

Para preservar a saúde o turbo neural e formação dos genes são indicados a ingestão dos alimentos fontes de ácido fólico durante a gravidez, como espinafre, couve, brócolis, feijão, grão de bico e outros.

Alimentos prejudiciais para a formação genética do feto

Algumas opções são consideradas inflamatórias podendo acometer futuramente em problemas como a obesidade, diabetes e até doenças cardiovasculares. Açúcar refinado, farinha branca e adoçantes artificiais compostos por sacarina e sucralose devem ser evitados durante a gravidez. Corte também do cardápio alimentos embutidos, como salsichas, linguiças e presuntos, ricos em sódio e conservantes prejudiciais.

O que comer para formação de um bebê geneticamente saudável

Quando a gestante investe numa alimentação rica em proteínas magras, peixes, aves e poucos carboidratos refinados a criança é gerada com menores chances de parto prematuro, baixo peso e outras implicações. Para saúde e proteção do DNA é essencial consumir diariamente no cardápio fontes de antioxidantes e folhas verde  escuras, frutas secas e vitaminas do complexo B.

Salmão, sardinha, linhaça, castanhas e chia são fontes ricas em ômega-3 essenciais para proteger a saúde da mãe e auxiliar na saúde e formação da retina e do cérebro do feto. Invista também na ingestão de ovos, peixes, cogumelos, pois são fontes de vitamina D importantes para a formação dos ossos e fortalecimento do sistema imunológico.

 

Juliana Rodrigues