Alimentação mais saudável na infância


Estudo britânico comprovou que antes dos dois anos as crianças estão mais aptas a alimentos saudáveis

É natural que haja recusa alimentar na infância... A frase “eu não gosto” sem ao menos ter provado determinado alimento é muito comum. E não depende apenas da criança, mas dos pais, muitas vezes é mais fácil oferecer à criança aquilo que ela já gosta para não ter de “perder” tempo tentando convencê-la a algo mais saudável.

Segundo estudo da Universidade de Leeds, localizada na Inglaterra, crianças têm mais facilidade a experimentar novos sabores antes dos dois anos de idade, por isso essa é a fase mais apropriada para incentivá-la a uma alimentação saudável.

As crianças no geral costumam apresentar comportamento inquieto e dificilmente param e se concentram, inclusive no momento da refeição, por isso, um fator importante para que a criança se alimente melhor é a insistência, e claro, depende muito dos pais.

Antes dos dois anos, a criança ainda está em fase de adaptação do paladar, é natural que ela queira experimentar, por isso é importante desde cedo estimulá-la a uma alimentação saudável. Abuse das verduras, legumes e frutas, evite alimentos industrializados e condimentados, substitua o sal pela utilização de ervas como salsinha, manjericão, coentro, orégano, entre outras; ao invés do refrigerante, ofereça muita água e sucos naturais; substitua o açúcar refinado pelo mel natural quando houver necessidade.

Após os dois anos, muitas crianças ainda podem apresentar relutância inclusive com alimentos que já comiam sem problemas, por isso vale salientar que um fator fundamental neste caso é a paciência por parte dos pais e principalmente motivação. Não se renda à recusa da criança, se ela definitivamente se recusar a algum alimento saudável que dantes já comia, converse, é importante sempre explicar para a criança sobre a importância de uma alimentação saudável. Às vezes ela não aceita determinado alimento na versão cozida, mas em outra versão pode sentir mais atração pelo alimento.

Pratos coloridos são atraentes aos olhos das crianças. Abuse da criatividade, montar carinhas, figuras de bichinhos e até mesmo ter a ajuda da criança na preparação das refeições é válido. O simples exercício de montar o prato já estimula a criança a se alimentar com mais vontade.

Nada de chantagens do tipo: se você comer te darei um doce. É importante que a criança compreenda desde muito pequena que se alimentar é uma necessidade e que é fundamental cuidar da saúde. 

É sempre bem-vindo variar na utilização dos alimentos, estimular a criança a experimentar novos sabores, é claro que não se pode abolir completamente da dieta da criança algumas guloseimas, mas o importante é que não seja um hábito e sim, exceções.

Se a criança não teve uma boa alimentação antes dos dois anos, isso não quer dizer que não seja possível reeducar sua dieta, nesse caso, entra o fator fundamental: paciência.

 

Daiana Barasa