Acidentes com taturanas são comuns no verão


Provocam forte queimação e, conforme o tipo de lagarta, até insuficiência renal

Elas chamam, principalmente, a atenção das crianças pelas suas formas e cores. As taturanas não picam, mas podem provocar acidentes caso a nossa pele entre em contato com as cerdas ou espinhos destes bichinhos. E é nesta época do ano, no verão, que elas costumam aparecer mais em plantas e arvores.

Por isso, é preciso cuidado ao brincar no jardim ou fazer jardinagem. Usar luvas ajuda a prevenir acidentes e no caso das crianças que costumam subir em árvores, ajuda muito ter uma boa conversa com elas a respeito dos riscos que o contato com taturanas traz à saúde – além, claro, de ficar de olho nelas.

Não importa o tipo de taturana -  os espinhos contêm veneno que, ao entrar em contato a pele, acaba injetado na pessoa. O que se sente é uma dor intensa, como uma queimação. É comum também que a região afetada inche, fique vermelha e apareçam ínguas. Existe um tipo de taturana chamada Lonomia, que pode causar complicações que vão além dos danos na região afetada, mas mudanças na coagulação sanguínea, sangramentos na gengiva, urina ou outras partes do corpo. Em casos mais raros os rins podem sofrer um colapso (insuficiência renal) ou um sangramento mais intenso.

Em caso de entrar em contato com uma taturana, você deve:

• Lavar bem o local com água corrente;
• Fazer compressas com água gelada ou gelo, pois ajudam a aliviar a dor;
• Não passe nenhum tipo de produto ou medicamento sobre a queimadura;  
• Se for possível capturar a taturana, leve-a para ser identificada. Esta atitude é importante para distinguir a Lonomia. Neste caso, pode ser necessário o uso de soro para neutralizar o efeito do veneno.

O Ministério da Saúde distribui para hospitais públicos credenciados todos os soros existentes contra animais peçonhentos. O Instituto Butantan, em São Paulo, é referência na pesquisa e atendimento de pessoas que sofreram acidentes com animais peçonhentos. Quem precisar de soroterapia é internado e acompanhado por uma equipe especializada.


Por: AgComunicado