Absorvente interno: Como usar sem riscos à saúde?


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É comum principalmente nas redes sociais algum post falando sobre casos de infecção por conta do uso do absorvente interno.

Esse é um tipo de absorvente muito querido pelas mulheres que utilizam, porque costumam se sentir mais seguras, mais limpas e também mais confortáveis.

Mas ao comprar os absorventes internos, na caixinha sempre há uma pequena bula com algumas recomendações e advertência.

A advertência é em relação à síndrome do choque tóxico, um tipo de doença  bacteriana “rara” que pode até mesmo levar à morte por infecção generalizada.

Um caso recente de SCT é da modelo norte-americana Lauren Wasser, que teve uma das pernas amputadas por contra da infecção causada pelo absorvente interno.

A maioria das pessoas no mundo tem uma bactéria no corpo conhecida como Staphylococcus, o que é comum. O problema é quando alguma alteração no corpo favorece a proliferação indevida dessa bactéria, como pode ocorrer com a utilização do absorvente interno.

Mas isso também não quer dizer que o absorvente interno não possa ser utilizado. É apenas fundamental que cuidados sejam tomados. Quais são?

Não deixar o absorvente interno muito tempo dentro de si. Na recomendação presente na bula do absorvente interno diz que deve ser trocado em até 8 horas. E sim, o ideal é trocar com frequência e não ESQUECER o absorvente por muito tempo no canal vaginal.


Higiene. As mãos devem ser lavadas antes de introduzir o absorvente interno. Há algumas marcas que fornecem um aplicador, que também deve ser higienizado com água e sabão neutro. 

Cuidado ao dormir. Se você não é do tipo de pessoa que acorda durante à noite para ir ao banheiro, ou pode acionar o despertador para se lembrar de trocar o absorvente interno ou pode optar pelo absorvente tradicional externo apenas durante o sono.

O que aumenta a incidência da síndrome do choque tóxico é o esquecimento provocado pelo conforto da utilização do absorvente interno. Mas utilizando com os devidos cuidados não faz mal algum. 

Daiana Barasa