A Religião e a Doença Celíaca


Entenda qual a relação da religião em geral com a doença celíaca.

A questão é mais complexa para os sacerdotes. Estes recebem a Eucaristia sob qualquer forma (pão ou vinho) e estão recebendo a Cristo "por inteiro", seu corpo, sangue, alma e divindade, sendo assim, o sacerdote, que está atuando in persona Christi, é obrigado a receber as duas espécies, quando oferecendo Massa não para a validade de sua comunhão, mas para a plenitude do sacrifício da Missa. Em 24 de julho de 2003, a Congregação para a Doutrina da Fé, declarou: "Dada a centralidade da celebração da Eucaristia na vida de um sacerdote, deve-se proceder com muita cautela antes de admitir às Ordens Sagradas aqueles candidatos que não conseguem ingerir glúten ou álcool, sem danos graves".


A festa judaica do Pessach (Páscoa) pode apresentar problemas as pessoas com celíaca, pois nesta festa existe a obrigação de comer pão ázimo, que é um pão feito de uma forma estritamente controlada de trigo, cevada, espelta, aveia, ou centeio. Isto exclui muitos outros grãos que são normalmente utilizados como substitutos para pessoas com sensibilidade ao glúten, especialmente para os judeus Ashkenazi, que também evitam arroz. Consumir é obrigatório na primeira noite de Pessach apenas. A Lei judaica sustenta que não se deve comprometer seriamente a saúde de alguém, a fim de cumprir um mandamento. Assim, uma pessoa com doença celíaca grave não é permitida, e muito menos necessário, comer qualquer matzo diferente sem glúten ou pão ázimo. O mais geralmente usado sem glúten matzo é feito a partir de aveia.
 
 
A doença celíaca é uma doença autoimune relacionada com outras doenças autoimunes como a diabetes, doença que pode ser controlada por medicamentos como o Victoza.
 
Henrique Torres