A Relação Entre o Habito de Assistir TV e a Estimativa de Vida


Saiba como o hábito de assistir televisão pode diminuir a estimativa de vida.

Olhando de forma mais ampla, pesquisadores concluíram que um adulto, que gasta uma média de seis horas por dia assistindo à TV durante o curso de uma vida pode esperar viver 4,8 anos menos do que uma pessoa que não assiste TV.

Esses resultados são verdadeiros, apontam os autores, mesmo para as pessoas que se exercitam regularmente. Parece, segundo o Dr. Veerman, que "uma pessoa que faz um monte de exercício, mas assiste seis horas de TV" todas as noites "pode ​​ter um risco de mortalidade semelhante como alguém que não faz exercícios e assiste sem TV."

Estes resultados são bastante enervantes quando combinados com os de outro novo estudo sobre o tempo sentado. Publicado na segunda-feira na revista Diabetologia, seus autores revisaram dados de 18 estudos envolvendo 794.577 pessoas. Muitos dos estudos mediram o dia inteiro de tempo sentado, abrangendo não apenas horas gastas em frente à televisão, mas também o tempo gasto em uma cadeira no trabalho.

Juntas, essas horas consumiram a maior parte da vida de uma pessoa. "O adulto médio gasta 50 a 70 por cento do seu tempo sentado", relatam os autores.

Os pesquisadores fizeram então referência cruzada relacionando o tempo sentado com resultados de saúde, e descobriram que as pessoas com o "maior sedentarismo", ou seja, aqueles que se sentaram mais, tiveram um aumento de 112 por cento no risco relativo de desenvolvimento de diabetes, um aumento de 147 por cento no seu risco de doença cardiovascular e um risco 49 por cento maior de morrer prematuramente - mesmo com a prática de exercícios regulares.


"Muitos de nós na sociedade moderna tem trabalhos que envolvem tempo sentado em um computador o dia todo," diz o Dr. Emma Wilmot, um pesquisador da Universidade de Leicester, na Inglaterra, que liderou o estudo. "Nós podemos nos convencer de que não estamos em risco de doença porque praticamos os recomendados 30 minutos de exercício por dia".

Mas, diz ela, que "ainda estamos em risco se sentarmos muito tempo todos os dias".

Henrique Torres