A Morte de Células Cerebrais no Mal de Parkinson


O Mal de Parkinson causa a morte de células cerebrais. Por isso é chamada de doença degenerativa.

 Morte de células cerebrais

 

Há especulações de vários mecanismos pelos quais as células do cérebro podem ser perdidas. Um mecanismo consiste de uma acumulação anormal da proteína alfa-sinucleína ligada à ubiquitina nas células danificadas. Esta proteína insolúvel se acumula dentro de neurônios formando inclusões chamados corpos de Lewy. De acordo com o estadiamento de Braak, a classificação da doença com base em achados patológicos, corpos de Lewy aparecem pela primeira vez no bulbo olfatório, bulbo e tegmento pontino, com pessoas nesse estágio é assintomática.

 

Um modelo conceitual específico do circuito motor e sua alteração com DOENÇA DE PARKINSON tem sido de grande influência desde 1980, apesar de algumas limitações terem sido apontadas, que levaram a modificações. Neste modelo, os gânglios basais normalmente exercem uma influência inibitória constante em uma ampla gama do sistemas de motor, impedindo-os de se tornar ativos em horários impróprios. Quando uma decisão é feita para executar uma ação específica, a inibição é reduzida para o sistema motor, libertando-o assim para a ativação.

 

A dopamina atua para facilitar esta libertação de inibição, e os níveis tão elevados de função da dopamina tendem a promover a atividade motora, enquanto que os níveis baixos de função da dopamina, tais como ocorrem na Doença de Parkinson, exigem esforços maiores em qualquer movimento. Assim, o efeito líquido de depleção de dopamina é produzir hipocinética, uma redução global na saída do motor. As drogas que são utilizadas para tratar a Doença de Parkinson, inversamente, pode produzir atividade da dopamina excessiva, permitindo que os sistemas do motor a serem ativados, por vezes, sejam inadequados.

Henrique Torres