A Genética do Câncer de Mama


Conheça como funciona a genética em sua relação com o câncer de mama.

Genética do câncer de mama

 

Provavelmente algumas susceptibilidades genéticas desempenham um papel na maioria dos casos. Porém a genética é acreditada para ser a causa de 5-10% dos casos. Naqueles com zero, um ou dois parentes afetados o risco de câncer de mama antes de 80 anos é de 7,8%, 13,3% e 21,1%, com uma mortalidade subseqüente de doença de 2,3%, 4,2% e 7,6% respectivamente. Naqueles com parentes em primeiro grau com a doença, o risco de câncer de mama entre as idades de 40 e 50 é o dobro da população em geral.

 

Em menos de 5% dos casos a genética desempenha um papel mais significativo. São aqueles que carregam a mutação do gene BRCA1 e BRCA2. Estas contam mutações até 90% da influência genética total com risco de câncer de mama, de 60-80% nas pessoas afetadas. Outras mutações significativas incluem: p53 (síndrome de Li-Fraumeni), PTEN (síndrome de Cowden) e STK11 (síndrome de Peutz–Jeghers), CHEK2, ATM, BRIP1 e PALB2.

 

 

Câncer de mama, como outros tipos de câncer, ocorre devido a uma interação entre o ambiente e um gene defeituoso. As células normais dividem tantas vezes como é necessário e para. Eles anexam a outras células e permanecem no local nos tecidos. As células se tornam cancerosas quando mutações destroem sua capacidade de parar a divisão, para anexar a outras células e ficar onde eles pertencem. Células normais cometem suicídio celular (apoptose) quando elas não são mais necessárias. Até então, elas são protegidas do suicídio da célula por vários aglomerados de proteína e caminhos. Uma das vias do protetor é o caminho PI3K/AKT; outra é a via RAS/MEK/ERK.
Henrique Torres