A Esclerose Múltipla e os Altos Níveis de Obesidade Americanos


A grande quantidade de pessoas obesas nos Estados Unidos faz pesquisadores temerem por uma onda de esclerose múltipla, doença ligada à obesidade.


De acordo com o US Center for Disease, Control and Prevention (CDC), a obesidade infantil nos EUA mais do que duplicou em crianças e triplicou em adolescentes nos últimos 30 anos, a ponto de haver mais de um em cada três crianças americanas e adolescentes com sobrepeso ou obesidade. Além disso, a obesidade também é um dos fatores de risco da diabetes, doença autoimune que pode ser controlada com Victoza.
 

Annette Langer-Gould, que trabalha com a Kaiser Southern Califórnia no departamento de pesquisa e avaliação em Pasadena e primeira autora do estudo, diz em um comunicado da Academia Americana de Neurologia, da qual ela é membro:
 

"Em nosso estudo, o risco de esclerose múltipla pediátrica foi maior entre os adolescentes obesos (obesidade moderada e obesidade extrema estão aí incluídas), sugerindo que a taxa de casos pediátricos de esclerose múltipla é suscetível de aumentar à medida que a epidemia de obesidade infantil continua."
 

Para sua análise, Langer-Gould e colegas usaram dados de estudo de saúde infantil coletados no sul da Califórnia que incluía quase 1 milhão de crianças. Identificaram-se 75 crianças e adolescentes diagnosticados com esclerose múltipla e CSI pediátrica entre as idades de 2 e 18 aos. O índice de massa corporal (IMC infantil) tinha sido medido antes dos sintomas da doença apareceram.
 

Os pesquisadores compararam as crianças com esclerose múltipla e CSI com mais 913.000 crianças que não têm a doença.
 

Eles agruparam os dados de acordo com quatro categorias de peso: peso normal, sobrepeso, obesidade moderada e obesidade extrema.
 

Quase 51% das crianças com esclerose múltipla estavam com sobrepeso ou obesidade, comparado com menos de 37% que não tinham esclerose múltipla.
 
Henrique Torres