A “Briga” Entre Fabricantes de Refrigerantes e as Autoridades


Veja como os Estados Unidos pretende minimizar o problema da obesidade

A “Briga” Entre Fabricantes de Refrigerantes e as Autoridades dos EUA
 
 
Os fabricantes de bebidas gaseificadas estão sobre uma forte pressão dos críticos que dizem que as bebidas açucaradas ajudam a causar a obesidade! A Cidade de Nova York se prepara para proibir bebidas açucaradas em restaurantes, cinemas e estádios. 
 
 
Diversas administrações dos Estados Unidos querem impor aos fabricantes de refrigerantes uma "taxa de gordura", o que representaria mais valor monetário para os cofres públicos dos Estados Unidos e resultaria na redução do consumo do refrigerante, estimulando um maior consumo de produtos como o leite desnatado, a água mineral aromatizadas e os chás como alternativa aos refrigerantes.
 
 
Segundo avaliações, um em cada cinco americanos que têm entre 6 e 19 anos é obeso, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos e diabetes. A obesidade é um problema que pode levar a outros, como a diabetes, que é controlada por medicamentos como o Victoza.
 
 
A gigante marca de bebidas Coca-Cola lançou uma propaganda endereçada à obesidade e entre outros temas o vídeo diz: "todas as calorias contam, não importa de onde elas vêm." Ele diz: "Se você come e bebe mais calorias do que você queima você vai ganhar peso". Outro anúncio, que vai ao ar ainda esta semana nos Estados Unidos, apresenta atividades que contribuem para a queima de "140 calorias felizes" em uma lata de Coca-Cola.
 
 
Mas Mike Jacobson, diretor executivo do centro para ciência no interesse público, disse que, se a empresa estava falando sério sobre a luta contra a obesidade, ela iria parar de lutar contra um imposto sobre as suas bebidas. "Eles se parecem com uma página fora do controle de danos" ele disse. "Eles estão tentando desarmar o público". Pesquisas mostram que o consumo de bebidas gaseificadas nos EUA tem vindo a diminuir progressivamente desde o ano de 1998.
 
 
 
Henrique Torres