A automedicação e os riscos à saúde


Muitas pessoas têm o hábito de se automedicarem sem imaginar o risco que correm. Por que esse ato é prejudicial à saúde?

 
Muitas pessoas têm o hábito de se automedicarem, ninguém pensa que ao tomar um analgésico para dor de cabeça pode estar fazendo mal à própria saúde. Mas verdade é que, é importante se preocupar com os riscos da automedicação.
 
Muitas pessoas creem que estão beneficiando a saúde tratando determinado sintoma que pode na verdade caracterizar a existência de alguma doença. A automedicação muitas vezes “camufla” a existência de alguma enfermidade e pode ao invés de tratar, piorar quadros de saúde.
 
Constantemente a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza conferências em que trata de diversos assuntos e a automedicação é discutida como problema de saúde pública. Em 2006, o índice de internações devido à reações adversas pelo uso indevido de medicamentos era superior a 10%, número considerável e preocupante.
 
Muitas pessoas utilizam até mesmo mais de um medicamento e desconhecem inclusive que o uso de determinado componente químico pode anular o efeito do outro, por isso é tão importante que a orientação sobre a posologia dos medicamentos seja realizada pelo médico.
 
Os medicamentos mais procurados liberalmente pela maioria das pessoas são: antiinflamatórios, analgésicos e antitérmicos, o uso com a finalidade de apenas tratar sintomas pode contribuir para a evolução de alguma doença preexistente.
 
Os antibióticos, proibidos de serem vendidos nas drogarias sem receita médica representam o maior risco à saúde se utilizados sem prescrição, podem aumentar a resistência de microorganismos, prejudicando tratamentos e em alguns casos, podendo levar ao óbito.
 
Com a saúde não se brinca, a automedicação é fator de risco à medida que trata sintomas e impede a constatação de determinada doença, que pode ser descoberta tardiamente podendo ter seu tratamento prolongado. Utilize medicamentos apenas sob prescrição médica.

 
Daiana Barasa