Daklinza: Novo medicamento aprovado para a Hepatite C


O uso de Daklinza é indicado para o tratamento da Hepatite C, em todos os seus estágios, representando grandes chances de cura

Neste ano (2015), a Agencia Nacional de Vigilância sanitária, a Anvisa, aprovou o uso do Daklinza (Daclatasvir) para o tratamento da infecção crônica pelo vírus da C (HCV), sendo mais uma alternativa terapêutica para médicos e pacientes na luta contra a Hepatite C.

É importante ressaltar que o medicamento Daklinza não deve ser administrado como monoterapia e deve ser utilizado em combinação com os seguintes medicamentos: Alfapeginterferona/ribavirina e Sofosbuvir, que garantem uma maior aceitabilidade da substância ativa Daclatasvir.

A principal vantagem do tratamento com Daklinza em relação a outras drogas é a possibilidade de um menor período de tratamento (12 semanas) e menor incidência de efeitos colaterais. Estudos realizados mostram que o medicamento Daklinza adotado em combinação com sofosbuvir, consiste em um regime totalmente oral, livre de interferon, uma substância que era utilizada em primeira escolha no tratamento da Hepatite C e que provoca uma série de efeitos colaterais.

O uso de Daklinza é indicado para o tratamento da Hepatite C, em todos os seus estágios, representando grandes chances de cura, inclusive em doença hepática avançada, genótipo 3 e aqueles com falha do tratamento com inibidores de protease.

Daklinza faz parte de uma nova classe de medicamentos que estão revolucionando o tratamento da Hepatite C, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes e nova perspectiva de cura.

O que é a Hepatite C?

A hepatite C é uma doença viral que acarreta a inflamação do fígado. Geralmente, a doença não causa sintomas aparentes, sendo possível seu diagnóstico apenas através de doações de sangue ou por meio de exames de rotina. Em alguns casos, a Hepatite C só é detectada quando o paciente apresenta sérios danos ao fígado.

A doença é originada pelo vírus C e pode ser transmitida através do contato com sangue contaminado (transfusões, materiais de saúde infectados ou contato com drogas injetáveis). A transmissão de mãe para filho é rara, cerca de 5%, ocorre no momento do parto. A maioria dos estudos já realizados não conseguiu comprovar a transmissão da Hepatite C por contato sexual.

A hepatite C se manifesta em duas formas: hepatite C aguda ou hepatite C crônica. A forma mais comum da doença é a hepatite C crônica, pois não apresenta sintomas aparentes em sua fase inicial. 

A hepatite C crônica é considerada como uma das piores formas da doença. Quando a doença está em um nível muito avançada os sintomas que geralmente podem ocorrer são: dor abdominal, inchaço abdominal, sangramento no esôfago ou no estômago, urina escura, fadiga, febre, coceira, icterícia, perda do apetite, náuseas e vômito.

Antes de fazer uso de qualquer medicamento, converse com o seu médico sobre a melhor forma de tratamento para o seu caso específico. A dosagem e administração podem variar de acordo com o estágio da doença.

Vanessa Ferreira