Bloqueando o câncer de mama com a terapia anti-hormonal


Os medicamentos utilizados na terapia anti-hormonal no tratamento do câncer de mama são divididos em duas categorias...

 

Bloqueando o câncer de mama com a terapia anti-hormonal

A doença mais recorrente em mulheres pós-menopausa é o câncer de mama, mais especificamente o tipo chamado hormônio-dependente. Para esse câncer se desenvolver é necessária a conexão dos hormônios femininos estrogênio e progesterona. Após a essa descoberta os cientistas desenvolveram medicamentos que fossem capaz de bloquear esse processo. Foi então que surgiram as terapias anti-hormonais, que acabaram se mostrando muito eficazes contra esse tipo de tumor. Além de eficaz no combate ao câncer, tais drogas chegam inclusive a impedir a reincidência dele.
 
Os medicamentos utilizados na terapia anti-hormonal no tratamento do câncer de mama são divididos em duas categorias: Moduladores seletivos do receptor de estrogênio ( como os tamoxifeno e raloxifeno) e os inibidores de aromatase (exemestano e anastrozol). A diferença entre essas categorias está na maneira como elas bloqueiam a captação hormonal pelo tumor. 
 
Antes da mulher passar pela menopausa seus ovários são responsáveis pela produção do estrógeno e progesterona. Tais hormônios provocam um tipo de ação na mama e no útero. Por exemplo, logo antes de menstruar o hormônio age estimulando a glândula mamária para a produção e, para que possa agir dessa forma, essas células necessitam de um receptor para o estrogênio.
 
Trabalhos recentes mostraram um aumento de 30% no risco de desenvolvimento do câncer de mama em mulheres que já passaram pela menopausa e que usavam uma suplementação hormonal para cuidar dos sintomas comuns que esse período da vida causa no corpo. Essas mulheres foram acompanhadas por 10 anos e foi devido a isso que os pesquisadores chegaram ao resultado de que existe sim uma relação entre o hormônio e o crescimento do tumor. Por isso é pedido que as mulheres que se encontram no grupo de risco não usem hormônio durante a menopausa.
 
O medicamento tamoxifeno promove uma redução de 80% de chances da mulher vir a desenvolver câncer. Foi feito um estudo que mostrou a existência dessa mesma chance com outro medicamento, o anastrozol. Se trata do quarto da classe de terapia hormonal que mostra um grande benefício na prevenção. Outro benefício do anastrozol é que ele também se mostra benéfico na prevenção do câncer de mama contralateral (câncer quando a paciente já teve a doença) e a medicação acaba evitando a mulher desenvolva o câncer em outra mama. 
 
A maioria das células da mama possuem receptores hormonais para poderem crescer, quando isso acaba atingindo a célula mamária o tumor muda a estrutura e o hormônio acaba por desenvolver o crescimento do tumor. Esse tumor então se alimenta do estrogênio. Algumas pesquisas de laboratório provaram que em certas quantidades o hormônio, além de promover o crescimento do tumor, também induz o aparecimento da doença (câncer de mama) em cobaias.    
                                                    
É importante ratificar que essas medicações não são indicadas para todas as mulheres. Todas as pesquisas feitas foram com mulheres que se encontravam em um grupo de alto risco. Essas drogas causam efeitos colaterais, sendo assim, os médicos precisam ponderar os riscos da medicação.
 
A conclusão é de que pode-se afirmar que existe uma relação direta entre hormônio e o crescimento do câncer de mama. Devido a isso é pedido que as mulheres que se encontram em alto risco evitem o uso de hormônio durante a menopausa.
 
 
Carina Xavier