Afinitor: uma alternativa para o tratamento do câncer de mama


O medicamento Afinitor faz parte de uma nova classe de medicamentos orais para o tratamento do câncer de mama avançado

O câncer de mama é uma doença complexa, não sendo possível tratá-la somente de uma forma. Após estudos para entender melhor a doença, foram desenvolvidos diversos medicamentos que atuam de forma específica para cada alteração molecular. Isso possibilitou a individualização do tratamento, o aumento das chances de cura, controle da doença e melhor qualidade de vida a paciente. O medicamento Afinitor faz parte de uma nova classe de medicamentos orais para o tratamento do câncer de mama avançado.

O diagnóstico positivo para o câncer de mama não é uma notícia fácil de assimilar, mas, é importante ter em mente que o câncer de mama tem cura e a descoberta de novas medicações podem encorajar médicos e pacientes a lutar contra o câncer. 

Afinitor é um medicamento antitumoral, composto pela substância ativa everolimo, que atua bloqueando uma proteína chamada mtor, causadora da proliferação das células cancerígenas. O medicamento Afinitor é, atualmente, uma das principais medicações indicadas para o tratamento adjuvante do câncer de mama metastático (avançado) positivo para receptor hormonal, além de ser indicado para tratar neoplasias renais e tumores neuroendócrinos.

Aproximadamente 65% a 80% das mulheres com câncer de mama possuem receptor de estrogênio no tumor. Esse receptor serve como uma “porta de entrada” para o hormônio estrógeno, o que estimula o crescimento e proliferação do câncer. A principal dificuldade no tratamento do câncer de mama hormônio positivo metastático é a resistência aos tratamentos. Em certo estágio do tratamento a doença pode voltar a cresce.

A substância Everolimo bloqueia e anula a ação do mTOR, revertendo a resistência ao tratamento com bloqueadores hormonais. Dessa forma, Afinitor (everolimo) tem sido indicado em combinação com medicamentos bloqueadores hormonais, prevenindo a recorrência e disseminação da doença.

Vanessa Ferreira