8 em cada 10 ingleses são "fisicamente inativos"


De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a falta de exercício causa 1,9 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

 
 
Um novo estudo divulgado esta semana, que analisa dados de mais de 1 milhão de adultos na Inglaterra, sugere que a falta de atividade física afeta a grande maioria dos adultos e está armazenando um grande problema para a saúde pública.
 
 
 
Financiado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC), e liderado pela Universidade de Bristol, a pesquisa mostra que quase 8 em cada 10 adultos não atingem as metas do governo de atividade física e de exercício moderado pelo menos 12 vezes em um período de 4 semanas.
 
 
 
No geral, os pesquisadores descobriram que 8% dos adultos na Inglaterra que são capazes de andar não andaram mais de 5 minutos de forma contínua em um período de 4 semanas, enquanto que 46% não tinham andado por mais de 30 minutos de forma contínua.
 
 
 
Os autores do estudo escrevem: "Cerca de 20% da população acima de 16 anos de idade faz os níveis mínimos de atividade física". Evidências sugerem que a inatividade física pode causar mais mortes do que fumar. A inatividade física pode levar a obesidade e consequentemente a várias doenças, entre elas diabetes. Diabetes é uma doença que pode ser tarada pelo medicamento Victoza.
 
 
 
De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a falta de exercício causa 1,9 milhões de mortes por ano em todo o mundo e é responsável por mais de 1 em cada 10 cânceres de mama, câncer de cólon e os casos de diabetes, além de mais de 1 em cada 5 casos de doenças do coração.
 
 
 
O novo estudo descobriu ligações entre a inatividade e a situação socioeconômica. Os adultos com rendimentos mais elevados e com melhor educação foram os mais propensos a se exercer, enquanto aqueles com os rendimentos mais baixos, com o mínimo de educação, foram os menos prováveis de se exercitarem.
 
 
 
O estudo também mostra que o tempo quente tende a encorajar as pessoas a tornarem-se mais ativas fisicamente. A autora do estudo, Carol Propper, professora de Economia do Centro de Mercado e Organização Pública da Universidade de Bristol, disse à imprensa: "A inatividade física é o mais importante o comportamento de saúde modificável para doença crônica”. 
 
Henrique Torres