LEPONEX 100MG C/30

LEPONEX 100MG C/30

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Descrição do Produto

Leponex Indicações de Leponex LEPONEX é indicado somente em pacientes esquizofrênicos resistentes ao tratamento, isto é, pacientes esquizofrênicos que não respondem ou são intolerantes aos neurolépticos clássicos. Ausência de resposta é definida como ausência de melhora clínica satisfatória, apesar do uso de, no mínimo, dois neurolépticos, em doses adequadas, por um período de tempo adequado. Intolerância é definida como impossibilidade de obtenção de melhora clínica significante com os neurolépticos clássicos, devido à ocorrência de reações adversas neurológicas graves e intratáveis (sintomas extrapiramidais ou discinesia tardia). Efeitos Colaterais de Leponex Hematológicos Desenvolvimento de granulocitopenia e agranulocitose é um risco inerente ao tratamento com LEPONEX. Embora geralmente reversível com a interrupção do tratamento, a agranulocitose pode resultar em septicemia e pode ser fatal. A maioria dos casos (aproximadamente 85%) ocorre nas primeiras 18 semanas de tratamento. Como é necessária a interrupção imediata do tratamento para impedir o desenvolvimento da potencialmente letal agranulocitose, é imperioso o controle da contagem total de leucócitos (conforme descrito em "Advertências" e "Medidas Especiais de Precaução"). Pode ocorrer eosinofilia e/ou leucocitose inexplicada, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Muito raramente LEPONEX pode causar trombocitopenia. Casos isolados de vários tipos de leucemia têm sido relatados em pacientes tratados com LEPONEX. Entretanto, não há evidência sugestiva de uma relação causal entre a clozapina e qualquer tipo de leucemia. O índice de ocorrência relatado está dentro dos limites de incidência da doença registrados na população em geral. Sistema nervoso central Fadiga, sonolência e sedação estão entre os efeitos colaterais mais comumente observados. Podem também ocorrer tontura e cefaléia. LEPONEX pode causar alterações do EEG, inclusive com ocorrência de complexos pico e onda. Reduz o limiar convulsivo de forma dose-dependente e pode induzir abalos mioclônicos ou convulsões generalizadas. Nesse caso, a dose deve ser reduzida e, se necessário, deve ser iniciado tratamento com anticonvulsivante. Deve-se evitar a carbamazepina, em virtude de seu potencial efeito mielossupressor, e, com os demais fármacos anticonvulsivantes, deve-se levar em conta a possibilidade de interação farmacocinética. Tem-se verificado que o ácido valpróico produz apenas aumentos insignificantes no nível plasmático da clozapina e que é bem tolerado na maioria dos pacientes que o recebem em associação com LEPONEX. Em casos raros, LEPONEX pode produzir confusão mental, inquietação, agitação e delirium. Podem ocorrer sintomas extrapiramidais, mas estes são mais leves e menos freqüentes do que aqueles observados durante o tratamento com neurolépticos típicos. Há relatos de rigidez, tremor e acatisia, mas distonia aguda não é comprovadamente um efeito colateral do tratamento com LEPONEX. Muito raramente, discinesia tardia tem sido relatada em pacientes em uso de LEPONEX, tratados anteriormente com outros antipsicóticos, e, portanto, uma relação causal não pode ser estabelecida. Pacientes com discinesia tardia induzida por outros neurolépticos melhoraram com Leponex. Casos de síndrome maligna do neuroléptico (SMN) têm sido relatados em pacientes tratados com LEPONEX, quer em uso isolado ou associado ao lítio ou a outros psicofármacos. Sistema nervoso autônomo São relatados boca seca, visão turva e distúrbios de regulação da sudorese e da temperatura. Sialorréia é um efeito colateral farmacologicamente inesperado, mas relativamente comum. Sistema cardiovascular Podem ocorrer taquicardia e hipotensão postural, com ou sem síncope, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Também pode ocorrer hipertensão, embora mais raramente. Em casos raros, foi relatado colapso circulatório grave (veja "Outras Precauções" e "Interações"). Podem ocorrer alterações de ECG e foram relatados casos isolados de arritmia cardíaca, pericardite e miocardite (com ou sem eosinofilia), dos quais alguns foram fatais. Portanto, em pacientes em tratamento com clozapina, que desenvolverem distúrbios cardíacos não-específicos, o diagnóstico de miocardite deve ser considerado e, se confirmado, o tratamento com LEPONEX deve ser descontinuado. Raros casos de tromboembolismo foram relatados. Sistema respiratório Em casos isolados ocorreu parada ou depressão respiratória, com ou sem colapso circulatório (ver "Outras Precauções" e "Interações"). Raramente, aspiração de alimento ingerido pode ocorrer em paciente com disfagia ou em conseqüência de dose excessiva. Sistema gastrointestinal Podem ocorrer náusea, vômito, constipação e, muito raramente, íleo paralítico. São relatados aumentos de enzimas hepáticas e raros casos de colestase. Como evento raro, o tratamento com LEPONEX pode estar associado a disfagia, uma possível causa de aspiração. Em raros casos, foi relatada pancreatite aguda. Sistema geniturinário São relatadas incontinência e retenção urinária e, em casos isolados, priapismo. Casos isolados de nefrite intersticial aguda têm sido relatados em associação ao tratamento com LEPONEX. Como Usar (Posologia) de Leponex A dose deve ser ajustada individualmente, utilizando-se a menor dose eficaz para cada paciente. Recomendam-se as seguintes doses em administração oral: Dose inicial: 12,5 mg (metade do comprimido de 25 mg) uma ou duas vezes no primeiro dia. A seguir, um ou dois comprimidos de 25 mg no segundo dia. Se LEPONEX for bem tolerado, pode-se aumentar a dose gradativamente, com acréscimos diários de 25 mg a 50 mg, até se atingir o nível de 300 mg/dia, em um período de 2 a 3 semanas. Posteriormente, se necessário, pode-se ainda aumentar a dose diária em acréscimos de 50 mg a 100 mg, com intervalos de 3 a 4 dias ou, preferencialmente, de uma semana. Para uso em idosos, consulte "Outras Precauções". Recomenda-se precaução em pacientes que estejam recebendo fármacos que interagem com Leponex, como benzodiazepínicos, fluoxetina ou fluvoxamina (ver "Interações"). Variação da faixa terapêutica: na maioria dos pacientes, pode-se esperar eficácia antipsicótica com 300 a 450 mg/dia, administrados em doses fracionadas. Alguns pacientes podem requerer doses de até 600 mg/dia. A dose diária total pode ser fracionada de forma desigual, administrando-se parte maior à noite. Dose máxima: em alguns pacientes pode ser necessário o uso de doses mais elevadas para se obter benefício terapêutico integral, sendo, nesses casos, permissíveis aumentos cuidadosos (não superiores a 100 mg por vez), até o limite máximo de 900 mg/dia. Deve-se considerar a possibilidade do aumento de reações adversas (principalmente convulsões) com doses superiores a 450 mg/dia. Dose de manutenção: após se atingir efeito terapêutico máximo, muitos pacientes podem ser adequadamente mantidos com doses menores. Recomenda-se que as doses sejam então cuidadosamente reduzidas. O tratamento deve ser mantido por um período mínimo de 6 meses. Quando a dose diária total não ultrapassar 200 mg, pode-se administrá-la em dose única à noite. Interrupção do tratamento: no caso de se pretender interromper o tratamento com LEPONEX, recomenda-se redução gradativa da dose durante um período de 1 a 2 semanas. Se for necessária a interrupção abrupta (por causa de leucopenia, por exemplo), o paciente deve ser cuidadosamente observado quanto à recorrência de sintomas psicóticos. Reintrodução do medicamento: pacientes que ficarem mais de 2 dias sem tomar LEPONEX devem reiniciar o tratamento com 12,5 mg (meio comprimido de 25 mg) administrados uma ou duas vezes no primeiro dia. Se essa dose for bem tolerada, é possível fazer acréscimos mais rápidos do que os recomendados para o tratamento inicial, até se alcançar o nível terapêutico. No entanto, em qualquer paciente que tenha anteriormente apresentado parada respiratória ou cardíaca com a dose inicial (veja "Outras Precauções"), mas que tenha conseguido chegar com sucesso à dose terapêutica, a reintrodução deve ser feita com extremo cuidado. Substituição de um neuroléptico anterior por LEPONEX Quando o tratamento com LEPONEX estiver para ser iniciado em um paciente que está em tratamento com neuroléptico por via oral, recomenda-se primeiro descontinuar o outro neuroléptico, com redução gradual da dose, durante o período aproximado de uma semana. Após o uso do neuroléptico ter sido completamente interrompido por um período mínimo de 24 horas, pode-se iniciar o tratamento com LEPONEX, como descrito acima. Em geral se recomenda que LEPONEX não seja utilizado em associação com outros neurolépticos. Contra-Indicações de Leponex Leponex é contra indicado em caso de hipersensibilidade anterior a clozapina ou a outros componentes da formulação. Pacientes com antecedentes de granulocitopenia/agranulocitose induzida por medicamentos. Distúrbios hematopoiéticos. Epilepsia não-controlada. Psicoses alcoólicas e tóxicas, intoxicação por drogas, afecções comatosas. Colapso circulatório e/ou depressão do SNC de qualquer origem. Insuficiência renal, hepática ou cardíaca grave. Medidas especiais de precaução Devido à possibilidade de ocorrer agranulocitose com o uso de LEPONEX, as seguintes medidas de precaução são imperiosas: Fármacos que tenham reconhecidamente potencial relevante de depressão da medula óssea não devem ser utilizados concomitantemente com LEPONEX. Além disso, a associação com neurolépticos de ação prolongada deve ser evitada, devido à impossibilidade de se remover rapidamente do organismo esses medicamentos, que podem ser mielossupressores, em situações em que isso seja necessário, como por exemplo, em caso de granulocitopenia. Antes de se iniciar o tratamento com LEPONEX, deve-se realizar contagem total e diferencial de leucócitos para se assegurar de que somente pacientes com número normal de leucócitos recebam o medicamento. Após o início do tratamento com LEPONEX, a contagem de leucócitos deve ser realizada semanalmente, durante 18 semanas. A partir de então, deve-se realizar hemograma no mínimo uma vez por mês, durante todo o tratamento e até 1 mês após a completa retirada de Leponex. A cada consulta, deve-se lembrar o paciente de que deve procurar o médico imediatamente se tiver algum tipo de infecção ou febre. No caso de interrupção do tratamento por motivos não-hematológicos: pacientes que estiveram em tratamento com LEPONEX por mais de 18 semanas e tenham interrompido o uso do medicamento por mais de 3 dias, mas menos de 4 semanas, devem fazer hemograma semanal por mais 6 semanas, após a reintrodução da clozapina. Se não ocorrer anormalidade hematológica, a farmacovigilância a intervalos maiores, não superiores a 4 semanas, pode ser retomada. Se o tratamento com LEPONEX tiver sido interrompido por 4 semanas ou mais, é necessário o controle hematológico semanal nas 18 semanas seguintes ao reinício do tratamento. Se, durante o tratamento com LEPONEX, ocorrer infecção e/ou a contagem total de leucócitos for inferior a 3.500/mm 3, ou ocorrer redução substancial dos leucócitos em relação ao valor inicial, mesmo que a contagem seja superior a 3.500/mm 3, deve-se repetir a contagem total e diferencial de leucócitos. Redução substancial é definida como diminuição, de uma só vez, em 3.000 ou mais leucócitos por mm 3 na contagem total ou redução acumulada, no período de 3 semanas, de 3.000 ou mais leucócitos por mm 3. Se os resultados confirmarem que os leucócitos totais estejam em número inferior a 3.500/mm 3 e/ou que os neutrófilos estejam entre 2.000 e 1.500/mm 3, deve-se realizar a contagem de leucócitos e de granulócitos pelo menos duas vezes por semana. Se o número total de leucócitos reduzir-se a níveis inferiores a 3.000/mm 3 e/ou se os granulócitos neutrófilos reduzirem-se a valores inferiores a 1.500/mm 3, deve-se interromper imediatamente o tratamento com LEPONEX. Deve-se realizar, então, diariamente contagem total e diferencial de leucócitos e o paciente deve ser observado em relação a queixas de gripe ou quaisquer outros sintomas que possam sugerir infecção. Se, após a suspensão do uso de LEPONEX, ocorrer uma redução adicional de leucócitos totais a valores inferiores a 2.000/mm 3, e uma redução de neutrófilos a menos de 1.000/mm 3, o tratamento dessa condição deve ser orientado por um hematologista experiente. Se possível, o paciente deve ser encaminhado a um serviço especializado em hematologia, onde isolamento e administração de GM-CSF (fator estimulante de crescimento de granulócitos-macrófagos) ou de G-CSF (fator estimulante de crescimento de granulócitos) podem ser indicados. Recomenda-se interromper o uso de fator de crescimento quando a contagem de neutrófilos retornar a um número superior a 1.000/mm 3. Pacientes cujo tratamento com LEPONEX for interrompido em decorrência das anormalidades hematológicas acima descritas (contagem total de leucócitos < 3.000/mm 3 e/ou contagem absoluta de neutrófilos < 1.500/mm 3) não devem voltar a utilizar LEPONEX. - Outras Precauções Hipotensão ortostática, com ou sem síncope, pode ocorrer com o tratamento com LEPONEX. Raramente (cerca de um caso em 3.000 pacientes tratados com LEPONEX) o colapso pode ser grave e acompanhado de parada respiratória ou cardíaca. Tais eventos têm maior probabilidade de ocorrer no início do tratamento, com o aumento rápido da dose; em ocasiões muito raras, eles ocorreram mesmo após a primeira dose. Portanto, pacientes que iniciam o tratamento com LEPONEX necessitam de rigorosa supervisão médica. Como LEPONEX pode produzir sedação e reduzir o limiar convulsivo, atividades como dirigir veículos ou operar máquinas devem ser evitadas, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Em pacientes com história de convulsão ou de doença cardiovascular, renal ou hepática, a dose inicial deve ser de 12,5 mg no primeiro dia, e o aumento da dose deve ser lento e em acréscimos pequenos. (Nota: doença cardiovascular, renal ou hepática grave é contra-indicação.) Na presença de alterações da função hepática, esta deve ser controlada regularmente. LEPONEX exerce atividade anticolinérgica; portanto, recomenda-se supervisão cuidadosa na presença de hipertrofia prostática e glaucoma de ângulo estreito. Durante o tratamento com LEPONEX, os pacientes podem apresentar elevações transitórias de temperatura acima de 38 oC, com incidência máxima nas três primeiras semanas de tratamento. Essa febre geralmente é considerada benigna. Ocasionalmente, pode estar associada a aumento ou diminuição da contagem total de leucócitos. Os pacientes com febre devem ser cuidadosamente avaliados para se excluir a possibilidade de infecção ou desenvolvimento de agranulocitose. Na ocorrência de febre, deve-se considerar a possibilidade de síndrome maligna do neuroléptico (SMN). Como LEPONEX pode causar sedação e ganho de peso, aumentando conseqüentemente o risco de tromboembolismo, deve-se evitar a imobilização de pacientes em uso do medicamento. Uso em crianças: não estão estabelecidas a segurança e a eficácia em crianças. Uso em idosos: recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose particularmente baixa (12,5 mg, no primeiro dia) e restringir os acréscimos subseqüentes a 25 mg/dia. Uso na gravidez: estudos de reprodução em animais não revelaram evidência de alteração de fertilidade ou dano ao feto causados pela clozapina. No entanto, a segurança de LEPONEX durante a gravidez não está estabelecida. Portanto, LEPONEX somente deverá ser usado na gravidez se o benefício esperado compensar claramente qualquer risco potencial. Uso na lactação: estudos em animais sugerem que a clozapina é excretada no leite materno; assim, mulheres em tratamento com LEPONEX não devem amamentar. Apresentações de Leponex Leponex éapresentado em comprimidos de 25 mg embalagens com 20. Comprimidos de 100 mg embalagens com 30. Diversos de Leponex Pode ocorrer hipertermia benigna, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Há relatos isolados de reações cutâneas. Em raras ocasiões, hiperglicemia foi relatada em pacientes em tratamento com LEPONEX. Raramente tem ocorrido aumento nos valores da CPK. Em alguns pacientes em tratamento prolongado, observa-se considerável ganho ponderal. Sabe-se que pode ocorrer morte inexplicada em pacientes psiquiátricos que recebem medicação antipsicótica convencional, mas também entre pacientes psiquiátricos não tratados. Há relatos isolados de morte súbita em pacientes que recebiam LEPONEX. Dose Excessiva de Leponex Em casos de superdose aguda intencional ou acidental com leponex, nos quais existe informação sobre a evolução, o índice de mortalidade situa-se em torno de 12%. a maioria das fatalidades foi associada a insuficiência cardíaca ou pneumonia por aspiração e ocorreu com doses superiores a 2.000 mg. há relatos de pacientes que se recuperaram após ingerir doses superiores a 10.000 mg. entretanto, em alguns indivíduos adultos, primariamente sem exposição prévia a leponex, mesmo a ingestão de dose em torno de 400 mg produziu condições comatosas com risco de morte e, em um caso, morte. em crianças pequenas, a ingestão de 50 mg a 200 mg resultou em profunda sedação ou coma, sem êxito letal. Sinais e sintomas: sonolência, letargia, arreflexia, coma, confusão mental, alucinações, agitação, delirium, sintomas extrapiramidais, hiper-reflexia, convulsões; sialorréia, midríase, visão turva, labilidade térmica; hipotensão, colapso, taquicardia, arritmias cardíacas; pneumonia por aspiração, dispnéia, depressão ou parada respiratória. Tratamento: lavagem gástrica e/ou administração de carvão ativado nas primeiras 6 horas após a ingestão do medicamento (diálise peritoneal e hemodiálise provavelmente não são eficazes). tratamento sintomático com monitorização cardíaca contínua, observação da respiração, controle do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico. o uso de adrenalina e seus derivados deve ser evitado no tratamento da hipotensão, em vista do efeito antiadrenérgico de leponex. É necessária rigorosa supervisão médica durante cinco dias, pelo menos, em virtude da possibilidade de reações retardadas. Farmacocinética de Leponex A absorção de LEPONEX por via oral é de 90% a 95%; a velocidade ou extensão da absorção não é influenciada pela ingestão concomitante ou próxima de alimentos. A clozapina, a substância ativa de LEPONEX, sofre eliminação pré-sistêmica moderada, o que resulta em biodisponibilidade absoluta de 50% a 60%. No estado de equilíbrio, quando administrada duas vezes ao dia, seus níveis plasmáticos máximos ocorrem, em média, em 2,1 horas (variação: 0,4 a 4,2 horas), e o volume de distribuição é de 1,6 l/kg, aproximadamente. A clozapina liga-se em 95% às proteínas plasmáticas. Sua eliminação é bifásica, com meia-vida terminal média de 12 horas (variação: 6 a 26 horas). Após doses únicas de 75 mg, a meia-vida terminal foi de 7,9 horas, passando a 14,2 horas, quando se atingiu o estado de equilíbrio ("steady-state") com doses diárias de 75 mg durante pelo menos 7 dias. Aumentos posológicos de 37,5 mg para 75 mg e 150 mg, administrados duas vezes ao dia, após atingido o estado de equilíbrio, produziram aumentos linearmente proporcionais às doses na área sob a curva de concentração plasmática/tempo, e também nas concentrações plasmáticas máxima e mínima. A clozapina é quase completamente biotransformada antes da excreção. Dos metabólitos principais, somente o metabólito desmetilado apresenta atividade. Suas ações farmacológicas assemelham-se às da clozapina, mas são consideravelmente mais fracas e de duração mais curta. Somente traços da droga inalterada são detectados na urina e nas fezes. Aproximadamente 50% da dose administrada são excretados como metabólitos na urina e 30%, nas fezes. Interações de Leponex LEPONEX não deve ser utilizado simultaneamente com fármacos que se sabe serem potenciais indutores de mielossupressão (consulte também "Medidas Especiais de Precaução"). LEPONEX pode potencializar os efeitos centrais do álcool, de inibidores da MAO e depressores do SNC, como hipnóticos, anti-histamínicos e benzodiazepínicos. Recomenda-se cuidado especial quando se iniciar o tratamento com LEPONEX em pacientes que estejam tomando (ou tenham tomado recentemente) benzodiazepínico ou qualquer outro fármaco psicoativo, pois esses pacientes podem ter maior risco de colapso circulatório que, em alguns casos, pode ser grave e acompanhado de parada cardíaca ou respiratória. Devido à possibilidade de efeitos aditivos, deve-se ter cuidado com administração simultânea de fármacos com propriedades anticolinérgicas, hipotensoras ou depressoras respiratórias. Como a clozapina apresenta alto teor de ligação a proteínas plasmáticas, a administração de LEPONEX a um paciente que esteja tomando outro fármaco com elevada afinidade por proteínas (como, por exemplo, a warfarina) pode produzir aumento da concentração plasmática do mesmo, com risco de reações adversas. Reciprocamente, podem também ocorrer reações adversas à clozapina por aumento de sua concentração plasmática na forma livre, devido a deslocamento por outros fármacos com elevada afinidade por proteínas. Como a biotransformação da clozapina é mediada principalmente pelo citocromo P450 1A2 e, provavelmente, em menor extensão, pelo citocromo P450 2D6, a administração concomitante de fármacos que tenham afinidade por uma ou ambas as enzimas pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos da clozapina e/ou do fármaco co-administrado. No entanto, não foram observadas ainda interações clinicamente relevantes entre clozapina e outros fármacos com reconhecida afinidade pelo citocromo P450 2D6, como antidepressivos tricíclicos, fenotiazínicos e antiarrítmicos do tipo Ic. Entretanto, teoricamente, é possível que o nível plasmático de tais fármacos seja aumentado pela clozapina, e, portanto, pode ser apropriado utilizá-los em doses mais baixas do que as usualmente prescritas. A administração de cimetidina concomitantemente a doses elevadas de LEPONEX foi associada a aumento do nível plasmático de clozapina e a ocorrência de efeitos adversos; Níveis plasmáticos elevados de clozapina foram relatados em pacientes que a utilizaram associada a fluoxetina (aumento de até 2 vezes) ou fluvoxamina (aumento de até 10 vezes). Por outro lado, drogas que reconhecidamente aumentam a atividade das enzimas do citocromo P450 podem diminuir os níveis plasmáticos da clozapina. A interrupção da administração concomitante de carbamazepina resultou em aumento do nível plasmático de clozapina. A administração concomitante de fenitoína reduz o nível plasmático de clozapina, diminuindo os efeitos de uma dose de LEPONEX que anteriormente tenha sido eficaz. O uso concomitante de lítio ou de outros fármacos psicoativos pode aumentar o risco de desenvolvimento de síndrome maligna do neuroléptico (SMN). Devido a sua ação antiadrenérgica, LEPONEX pode reduzir o efeito hipertensor da noradrenalina ou de outros agentes predominantemente adrenérgicos e reverter o efeito pressor da adrenalina. Com relação a anestesia, os efeitos de LEPONEX são semelhantes aos de outros fármacos psicoativos tricíclicos. LEPONEX tem ação anticolinérgica acentuada. Se ocorrer hipotensão, deve-se evitar o uso de adrenalina, pois o efeito antiadrenérgico de LEPONEX poderia resultar em uma reação paradoxal, com piora da hipotensão. É preferível em tal situação, administrar-se angiotensina. Propriedades de Leponex LEPONEX (clozapina) é um antipsicótico que tem demonstrado ser diferente dos neurolépticos clássicos. Em estudos farmacológicos experimentais, LEPONEX não induz catalepsia nem inibe o comportamento estereotipado induzido por apomorfina ou anfetamina. Apresenta apenas fraca atividade bloqueadora de dopamina em receptores D1, D2, D3 e D5, mas demonstra elevada potência em receptores D4, além de potente efeito antiadrenérgico, anticolinérgico, anti-histamínico e inibidor da reação de alerta. Apresenta também propriedades anti-serotoninérgicas. Clinicamente, LEPONEX produz sedação rápida e acentuada, e exerce potente efeito antipsicótico. É de particular interesse que este é observado em pacientes esquizofrênicos resistentes a outros tratamentos medicamentosos. Nesses pacientes, LEPONEX é eficaz no alívio tanto de sintomas positivos como negativos. Observa-se melhora clínica relevante em cerca de um terço dos pacientes nas primeiras 6 semanas de tratamento e em aproximadamente 60% dos pacientes nos quais se mantém o tratamento por até 12 meses. Além disso, tem sido descrita melhora em alguns aspectos de alterações cognitivas. Estudos epidemiológicos demonstraram também uma redução de aproximadamente sete vezes na ocorrência de suicídio e tentativas de suicídio em pacientes tratados com LEPONEX, comparadas a esquizofrênicos não-tratados com LEPONEX. LEPONEX é único no sentido de que não produz virtualmente nenhuma das reações extrapiramidais mais relevantes, como distonia aguda. Síndrome parkinsoniana e acatisia são raras. Ao contrário dos neurolépticos clássicos, LEPONEX produz pequena ou nenhuma elevação de prolactina, evitando, portanto, efeitos colaterais como ginecomastia, amenorréia, galactorréia e impotência sexual. Uma reação adversa potencialmente grave produzida pelo tratamento com LEPONEX é granulocitopenia e agranulocitose, com ocorrência estimada de 3% e 0,7%, respectivamente. Em vista do risco desse efeito colateral, o uso de LEPONEX deve ser limitado a pacientes resistentes ao tratamento neuroléptico convencional (veja "Indicações"), nos quais se possam realizar exames hematológicos regulares (veja "Medidas Especiais de Precaução" e "Efeitos Colaterais"). Laboratório de Leponex Novartis Biociências S.A.

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